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Um Pulinho na 5ª Bienal Internacional do Livro em Garanhuns-PE

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  A 5ª Bienal Internacional do Livro em Garanhuns-PE ocorreu dos dias 26 a 30 de dezembro de 2022. Na minha correria diária pensei que infelizmente perderia este evento, mas para minha sorte a programação foi estendida até o dia 1 de outubro! Então aproveitei esse pulinho lá para mostrar um pouco dos livros que vi por lá e prestigiar esse evento cultural na minha cidade. Aliás, tem que aproveitar o evento, pois como o próprio nome já diz, só ocorre a cada dois anos.  Mateus, o Porquinho E quando despretensiosamente olho numa seção de livros infantis, me deparo com “Mateus, o Porquinho” . Achei que era eu, mas tive certeza de que era eu quando vi que no início da história o porquinho Mateus jogava bola todas as tardes. Aí foi que tive certeza de que a historinha estava falando de mim, hahaha. Tinha  ótimos  livros das mais diversas áreas, indo de Língua Portuguesa, Psicologia, História, biografias, Literatura… Tinha livro para todos os gostos e para todas as áreas do ...

Germinal - Émile Zola [Resenha]

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  Gostaria de dizer aos leitores que esse aqui se pode chamar de um livro completo! Os que me conhecem pessoalmente sabem que amo literatura russa, do quanto que admiro a escrita dos autores russos e a genialidade deles em descrever a sociedade e os problemas que ela tem em todas as suas faces. Mas a literatura francesa não fica para trás nesses quesitos de abordar com maestria as divergências sociais e culturais de sua época e de apontar para temas sensíveis e incomodativos para os leitores mais sensíveis, trazendo importantes reflexões para, acredito eu, seus contemporâneos e para nós, leitores do futuro presente, diria. Germinal é uma obra completa como citei acima, e posso repetir para os que me perguntarem mais de uma vez que é uma obra completa. Costumo sempre comentar com meus colegas que um livro é bom quando ele te faz olhar para o passado, enxergar o presente e pensar no futuro, nas transformações que ocorreram com o passar do tempo, o que se manteve da época em que foi...

Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada - Carolina Maria de Jesus [Resenha]

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  Eu nunca tinha ouvido falar na Carolina Maria de Jesus. Mas por insistência de uma amiga acabei me interessando por ela e pela vida da autora e fui procurar para ler. O resultado foi o encontro de uma vida que é a de “muitas Carolinas” pelo Brasil, que mesmo sendo o diário escrito por volta de 1955, pode-se dizer que infelizmente muita coisa dessa realidade permanece firme em nosso país, e é parte da vida de muitos brasileiros. O que se sente ao ler esse tipo de obra é a densa mensagem da autora, sua vida sendo exposta da maneira mais crua, direta e real possível e torna o escrito um tanto pessoal, uma espécie de autobiografia por se tratar de um diário com a narração em primeira pessoa de sua condição de vida, e onde se é posto detalhes de sua labuta e seu sofrimento. Como citei o livro é escrito em forma de um diário, onde é narrado cada acontecimento do dia. A escrita dele pode assustar por ter erros ortográficos, mas o responsável pela edição e publicação dos primeiros livr...

Vivências de Passado Não Tão Distante: Torto Arado - Itamar Vieira [Resenha]

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Quando uma obra literária nos transporta para uma realidade muito próxima da nossa, a imersão que temos dela torna-se tão significante que acabamos nos perdendo em todas as nuances que o autor nos apresenta, em cada linha que ele narra. Confesso aos leitores que como nordestino, senti em cada página a dura e difícil realidade de minha região, todas as dificuldades que meus antepassados viveram, tendo que lidar com o árduo trabalho em terras que não pertenciam a eles, viver da terra e para a terra, sem ter o direito de fazer uma morada permanente, tendo apenas a permissão de construir casas de barro que a chuva e o tempo destruíam impiedosamente. Juntando ainda tudo isso com os efeitos da natureza como a seca, com as chuvas torrenciais que acabavam muitas vezes com os fastidiosos trabalhos sob um sol escaldante, dependendo da bondade dos patrões donos dos latifúndios para uma ida ao hospital, ou de qualquer decisão relativa a terra. Se você, amigo(a) leitor(a), já tiver ouvido históri...

O Trágico Fim de um Ciumento: Otelo - William Shakespeare [Resenha]

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Faço questão de sempre quando começo a falar de uma obra da literatura clássica citar o século ou o ano. E o porquê disso é que vejo e reflito sobre o motivo de tal obra ser considerada clássica, que, segundo o dicionário Aurélio, clássico significa “da melhor qualidade; exemplar”. Logo, esta obra da qual falarei aqui foi escrita por volta de 1603, no século XVII, e o motivo de ela ser considerada clássica, exemplar e de melhor qualidade fica nítido em cada ato que lemos. Otelo é uma peça de teatro dividida em cinco partes, contendo cenas entre cada parte de três a quatro cenas, diferente de nossos queridos capítulos. É uma experiência diferente, e durante a leitura fiquei imaginando como se eu estivesse mesmo assistindo a uma peça, e entre cada cena se determinado personagem saí ou entra, um colchete abaixo do diálogo aparece nos indicando a ação, como, por exemplo: “[Otelo sai]”. A obra em si é atemporal (mais uma né?). Aspectos que a obra trata são tão presentes atualmente que a...

Uma Leitura Impactante: Anos de Chumbo e Outros Contos - Chico Buarque [Resenha]

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Quando leio certas obras e nelas encontro um quê de realidade, costumo parar um pouco, beber uma água e tomar um ar. “A vida é um soco no estômago”, como diria Clarice Lispector em A Hora da Estrela, e eu sou obrigado a concordar. Talvez até você, caro leitor (a), concorde também.   É duro às vezes reconhecer certas realidades próximas a nós, vidas passadas que conseguimos visualizar através da leitura, mesmo que seja uma ficção, sentir seus sofrimentos e dissabores como se fossem com nós mesmos, lembramos de alguém conhecido, ou de uma matéria que observamos no jornal e que de alguma forma nos tocou e conseguimos enxergar a realidade bem próxima. Foi o que senti ao ler Anos de Chumbo e Outros Contos, de Chico Buarque. Destaco aqui a fluidez da leitura que nos aproxima do cômico ao melancólico da vida, que nos faz enxergar a realidade de maneira crua assim como ela é, trágica e dolorosa, ao mesmo tempo que é engraçada e intrigante, que nos dá aquele pequeno alívio a uma dor lanci...

Uma Incrível Obra do Século XIX: Crime e Castigo de Fiódor Dostoiévski [Resenha]

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Não poderia deixar de falar desta incrível e marcante obra para mim. O fascinante é em como você consegue visualizar no século XXI os personagens criados no século XIX. Sim, caros leitores, esta obra é atemporal. Desde já aviso que eu adoraria passar horas falando de Crime e Castigo, do quão densa e importante é a leitura deste livro, mas vos pouparei de excessos de descrições e torcer para não ser muito prolixo, porque é tão empolgante para mim falar de Crime e Castigo que mal posso me conter no teclado de meu computador. Gostaria de começar falando logo do personagem mais controverso que já “conheci” na literatura: Rodion Românovitch Raskólnikov. Perdão, mas faço questão de citar o nome completo dele aqui, porque sem dúvidas este cidadão merece destaque pela sua personalidade. Se você se sentir mais íntimo dele, chame-o de Rodka. Vivendo sob uma filosofia niilista (filosofia esta que durante a obra Dostoievski critica obstinadamente) que o fazia enxergar a vida de uma maneira disto...